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Bengala da rainha pode não ter preço, mas uma carta assinada por Isabel II já está a valer mais 20 mil euros

Tudo o que a rainha usou ou tocou pode ter um valor num leilão. Uma carta assinada pelo seu punho e letra vale agora 50 mil euros. Mas quantas coisas chegam aos colecionadores?

Primeiro, as boas notícias para os colecionadores ávidos de tocar no que um dia foi da rainha Isabel II: mesmo não sendo antiguidade, porque para esse estatuto há que esperar 100 anos, os objetos da rainha já são “historicamente importantes”, como lhes chama a antiquária londrina Natalie Dixon.

As cartas que a rainha escreveu, por exemplo, são um desses objetos "historicamente importantes". 


“Um cliente ligou-me e contou-me que tinha comprado uma carta assinada pela rainha Isabel II por 30 mil dólares, cerca do mesmo valor em euros. Ligou-me ontem a dizer que já lhe tinham oferecido 50 mil dólares por ela”, conta à CNN Portugal Ahmad Al-Bagdadi, também ele antiquário, com uma loja em Kensington. É do Médio Oriente e não vendeu. “Não quer”, diz Ahmad Al-Bagdadi. Na verdade, “não precisa”, corrige.

A busca por objetos relacionados com a rainha será grande e só tem tendência a aumentar, concordam os antiquários. A grande diferença é que enquanto Natalie acredita que haverá corrida à venda, Ahmad prevê que as pessoas vão esperar “um pouco” até se mostrarem. 


Agora, as más notícias para os colecionadores: a probabilidade de um objeto pessoal da rainha Isabel II - um chapéu, fato, joia ou mesmo uma caneta - ser adquirido é remota.

“Todos os objetos pertencem aos arquivos reais e estes tomam nota de tudo o que foi usado pela rainha”, diz Natalie. Fazem parte de uma das maiores coleções privadas, acrescenta. 


Tome-se como exemplo a bengala que a rainha Isabel II usou nas suas últimas aparições públicas, como no encontro com a primeira-ministra Liz Truss, em Balmoral, dois dias antes de morrer. “É um objeto relativamente banal”, diz a Natalie. A raridade do objeto pode contar, tal como o (bom ou mau) estado em que se encontra podem dizer muito sobre o valor que pode atingir. Neste caso, seria mesmo o facto de ter pertencido à rainha e existirem provas disso - a fotografia com a primeira-ministra - que fariam a diferença. “Ter a prova da proveniência é importante”, sublinha Natalie.



Já a espada com que a rainha ensaiou cortar um bolo de aniversário ao lado da agora rainha consorte e da duquesa de Cambridge (agora princesa de Gales) pode bem ser um desses casos em que um objeto pode chegar ao mercado e atingir valores muito altos. Além de ser uma arma de boa qualidade aos olhos de quem entende do assunto, há provas de que a rainha a usou e, mais, o vídeo desse momento foi amplamente divulgado. Um caso raro, note-se. Para Isabel II como para outros reis e rainhas. 


Da rainha Victoria, desaparecida em 1901 e protagonista de um reinado de quase 64 anos, conhece-se o que os arquivos reais mostram, mas também o que agora começa a ser vendido, já com o estatuto de antiguidade que os mais de 100 anos sobre o seu desaparecimento lhe conferem. Nem joias nem objetos de valor, mas peças consideradas demasiado puídas para serem usados pela rainha, explica Natalie Dixon. “Havia este costume de dar aos empregados a roupa interior quando já não era apropriada para o membro da realeza. Alguns destes objetos da rainha Victoria são vendidos pelos descendentes destas pessoas para quem eles não têm qualquer significado”. 


É também o que se passa com a memorabília que foi sendo lançada a propósito de Victoria & Albert, que um dia terá adornado as casas inglesas e agora também está em alta nas lojas de antiguidades.

Em Kensington Church Street, onde há antiquários porta sim, porta não, cada um com a sua especialidade, na montra de The Lacquer Chest sobressai com a fotografia da rainha sobre uma bandeira do Reino Unido e lá dentro o visitante pode encontrar objetos de época.

A bandeira faz parte dos adereços que alugam para filmes de época, como outros objetos que aqui se vendem e que podem lembrar a série “Downton Abbey”.


A loja abriu em 1950 e está nas mãos da mesma família desde 1959. Sempre de olho em objetos dos séculos XVIII e XIX que muitos podiam considerar dispensáveis, mas que foram ganhando espaço com os anos. Como as tais lembranças relacionadas com Victoria e Albert e o nascimento do príncipe Eduardo, futuro Eduardo VII.


Nancy Andersen, terceira geração a trabalhar na loja (agora é do tio), retira os pratos evocativos do casal de uma prateleira. A avó Vivian, de 91 anos, e fundadora do The Lacquer Chest tirou-os há poucos meses do sótão, onde estavam há muitos, muitos anos. Não chegam a ser raridades, mas um exemplar datado de 1841 pode custar cerca de 250 libras (288 euros). 


O interesse que os objetos da rainha Isabel II podem despertar entre colecionadores só têm uma rival na realeza: Diana. A sua vida, e a trágica morte, tornam interessante tudo o que um dia pertenceu à então princesa de Gales. 


Alguns dos seus vestidos foram leiloados por somas importantes que foram entregues às associações de que era rosto e, recentemente, por ocasião do 25.º aniversário da sua morte (31 de agosto), foi vendido em leilão um Ford Escort que a princesa conduziu. Quase um milhão de dólares contra os 10 mil euros que pode custar este modelo habitualmente.


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